sexta-feira, 4 de setembro de 2009


E no meio da noite
Quando o frio me alcançar
Teu corpo não estará aqui.
As tuas maõs, teus pélos, teus lábios
A me aquecerem.
Nada de teu corpo gentil!
De ti,
Somente as tuas meias brancas
Me esquentarão.
Sabes meu bem,
Elas perderam o par.
Um sonho de creme só
Uma caneca de café na solidão
A tua já quebrou...
Mesa é pra dois
Valsa pra dois
É par
Par que falta no meu altar
A gangorra é pra dois,
sem ti sou só.
Tu morreu querido e
Deixou desassossego
No quarto nosso de aconchego.
A filha do nosso amor chora por ti.
Recife chora ainda por ti.
Já não lês sentado ao meu lado
Crônicas sobre economia
Tantas conversas
descobertas.
Eramos nós
Jovens,
Espirituosos economistas.
Era você que dizia isso...
Eramos sonhos e futuros planejados
Eu que dizia isso...
Ainda ontem,
Escutei teu sorriso brando,
Senti teu perfume jovem
O fremir de teu andar elegante...
Corri ao quarto nosso pra te descobri aqui,
Não te encontrei...
Eu chorei querido,
Chorei de amor mais que pude.
Daquele amor que falta fala a saudade.
Tu,
Somente tu que não encontro mais em mim.
Eu que sou sempre tua.
Mas me perdoa se eu te aborreço
É a tarde, talvez assim, parada
Que me leva a pensar em ti.
Teu abandono tão suave como a água
A desprender do meu corpo.
Fazem somente dois meses querido...



PS1: Homenagem à Claudia Satie Hamazaki e à Marizan Mariano (In Memória). Dois economistas, dois professores, dois apaixonados que me fizeram amar ainda mais Economia. Fique bem Marizan onde você estiver.


PS2: Idylle, Renoir, porque só ele poderia traduzir em imagem o amor que unia meus professores.

2 comentários:

Rafael Arruda disse...

Muito bom Laura!!!
Saudosismo lindo, viajei nessa frase:

Daquele amor que falta fala a saudade

João Paulo Güma disse...

=)